quinta-feira, 30 de julho de 2009

Tribunais de Contas atormentam a Família Gouveia

Pelos menos dois prefeitos da Mata Sul de Pernambuco estão preocupados com algumas decisões dos Tribunais de Contas. Primeiro, o prefeito de Escada, Jandelson Gouveia (PR), teve duas notícias não muito agradáveis: viu confirmadas as denúncias de irregularidades com uso de recursos da saúde e educação. Dentre as irregularidades citadas destacam-se a comprovação de que os documentos de empresas que participaram de processos licitatórios foram falsificados e que a prefeitura do município não agiu no sentido de impedir as ilegalidades.
Depois, caiu como uma bomba o Relatório de Auditoria que constatou flagrantes absurdos no concurso público de Escada e propôs sua anulação. O ruim dessa história é que o prefeito vinha afirmando que a “empresa era séria”, que o concurso “era sério” e que a oposição é que estava mentindo. Agora a coisa se inverteu. Sem ter pra onde correr, e com medo de ser responsabilizado administrativamente pelo escândalo, o prefeito, réu confesso, admitiu as falcatruas e publicou portaria anulando o concurso.
Agora a bomba é contra Jânio Gouveia (PR), atual prefeito de Amaraji e irmão de Jandelson. O Tribunal de Contas da União, em sessão do dia 12 desse mês de maio, publicou acórdão de nº 2295/2009 condenando o prefeito Jânio Gouveia ao pagamento de R$ 105.532,29, dinheiro não aplicado em convênio firmado entre o município e o Ministério da Integração, além de multa no valor de R$ 5 mil.
O convênio Nº 289/2000 firmado entre a prefeitura de Amaraji e o Ministério da Integração visava a “construção de barreiros, pequenos açudes, na zona rural, para combater a falta de água na região. A obra foi realizada parcialmente e o ex-prefeito não comprovou a devida aplicação dos recursos” (Pernambuco.com).

História de Escada



Evolução histórica do município

Primitivamente o município foi uma aldeia de índios das tribos Potiguaras, Tabujarés e Mariquitos. O nome Escada provém da capela erguida por missionários da Congregação do Oratório, vinda de Portugal para a catequese dos índios. Como a capela estava localizada no alto do terreno, foi construída uma escada para dar acesso a um "nicho" em louvor a Nossa Senhora d'Apresentação, que ficou conhecida como Nossa Senhora da Escada. O distrito de Escada foi criado pela Carta Régia de 27 de abril de 1786 e por Lei Municipal em 06 de março de 1893. A Lei Provincial nº 326, de 19 de abril de 1854, criou o município de Escada, com território desmembrado do município do Cabo de Santo Agostinho. A sede municipal foi elevada à cidade pela Lei Provincial nº 1.093, de 24 de maio de 1873. É formado pela Sede Administativa, distritos de Massuassú e Frexeiras.


Geografia
Aspectos físicos
Área do município: 348,8 km²
Participação no território do Estado: 0,35 %
Altitude - 109 m
Latitude - 08 Graus 21 min. 33 seg.
Longitude - 35 Graus 13 min. 25 seg.
Distância da capital: 63 km
Limites geográficos
Norte: Cabo de Sto Agostinho e Vitória de Santo Antão
Sul: Sirinhaém e Ribeirão
Leste: Ipojuca
Oeste: Primavera
Fonte: FIDEM, Perfil Municipal e Tribunal Regional Eleitoral - TRE-PE.
População
59.850 habitantes
21.050 domicílios
Fonte: Contagem da população 2007 - IBGE


Hidrografia
A rede Hidrográfica da cidade e está contida na Bacia do Rio Ipojuca que nasce no agreste na Serra do Pau D’arco, na cidade de Arcoverde, com uma extensão de 250km. Flui em regime intermitente, recebe em sua paisagem pelo município água dos afluentes: Rio Pirapama, riacho Sapucagy e Riacho das águas.


Clima
O clima é do tipo tropical, quente e úmido, chuvoso com verão seco e chuvas de inverno. A partir do mês de maio até agosto observam-se abundantes precipitações pluviométricas, sendo os meses de maio a junho mais chuvoso.


Relevo
Apresenta sua geomorfologia relevo nitidamente ondulado e inclinado para o oeste, o solo identifica-se com dois grupos principais que são: barro vermelho e o massapê, favoráveis às atividades agrícolas como: o cultivo da cana-de-açúcar.


Economia
Entre 184 municípios de Pernambuco, Escada é, atualmente, o 23º PIB estadual, constituindo-se na maior arrecadação e um dos melhores IDHs da região mata-sul do estado. Destacam-se na geração deste PIB a indústria de transformação, a agropecuária e comércio e serviços, nesta ordem.
Dados da Agência Condepe / Fidem confirmam o setor industrial como a principal atividade econômica de Escada, representando quase 37% do PIB municipal, com destaque para o álcool da cana-de-açúcar e metal (inox), seguido, pelos setores de agropecuária e serviços.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município têm cadastradas 12 indústrias em funcionamento no município e uma indústria de grande porte do setor de tubos e conexões em fase de implantação.
Com a inclusão do município no Território Estratégico de SUAPE, a melhoria da infraestrutura do Distrito Agroindustrial e uma logística privilegiada, estima-se que nos próximos cinco anos, pelo menos 10 novas indústrias deverão se instalar na cidade.


Turismo
Além da rica história e da beleza arquitetônica dos velhos engenhos, Escada tem atrativos naturais como Quedas d`agua, nascentes de riachos, bicas, corredeiras e alguns resquícios da Mata Atlântica brasileira. Isso sem contar com o artesanato local, a culinária típica e o movimentado calendário de festas populares da cidade que inclui as festas juninas e a tradicional Cavalgada em abril.