Pelos menos dois prefeitos da Mata Sul de Pernambuco estão preocupados com algumas decisões dos Tribunais de Contas. Primeiro, o prefeito de Escada, Jandelson Gouveia (PR), teve duas notícias não muito agradáveis: viu confirmadas as denúncias de irregularidades com uso de recursos da saúde e educação. Dentre as irregularidades citadas destacam-se a comprovação de que os documentos de empresas que participaram de processos licitatórios foram falsificados e que a prefeitura do município não agiu no sentido de impedir as ilegalidades.
Depois, caiu como uma bomba o Relatório de Auditoria que constatou flagrantes absurdos no concurso público de Escada e propôs sua anulação. O ruim dessa história é que o prefeito vinha afirmando que a “empresa era séria”, que o concurso “era sério” e que a oposição é que estava mentindo. Agora a coisa se inverteu. Sem ter pra onde correr, e com medo de ser responsabilizado administrativamente pelo escândalo, o prefeito, réu confesso, admitiu as falcatruas e publicou portaria anulando o concurso.
Agora a bomba é contra Jânio Gouveia (PR), atual prefeito de Amaraji e irmão de Jandelson. O Tribunal de Contas da União, em sessão do dia 12 desse mês de maio, publicou acórdão de nº 2295/2009 condenando o prefeito Jânio Gouveia ao pagamento de R$ 105.532,29, dinheiro não aplicado em convênio firmado entre o município e o Ministério da Integração, além de multa no valor de R$ 5 mil.
O convênio Nº 289/2000 firmado entre a prefeitura de Amaraji e o Ministério da Integração visava a “construção de barreiros, pequenos açudes, na zona rural, para combater a falta de água na região. A obra foi realizada parcialmente e o ex-prefeito não comprovou a devida aplicação dos recursos” (Pernambuco.com).
quinta-feira, 30 de julho de 2009
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